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O que define o valor de uma joia? Daniel Mors explica

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Segundo Daniel Mors, empresário especialista em negócios com minérios, poucas perguntas geram tantas respostas equivocadas quanto “quanto vale essa joia?”. A resposta raramente está em um único fator, mas na combinação entre metal, pedra, design e documentação, elementos que juntos definem o preço real de qualquer peça.

Nesse sentido, entender como esses quatro fatores se combinam ajuda a evitar tanto a supervalorização de uma peça comum quanto a subvalorização de uma joia que, tecnicamente, vale muito mais do que aparenta à primeira vista.

Por que a pureza do metal é o ponto de partida da avaliação?

Antes de qualquer outro critério, uma joia é avaliada pela pureza do metal que a compõe, geralmente indicada pela marcação de quilate gravada na peça. Ouro 18 quilates, com 75% de metal puro, tem base de valor bem diferente de uma liga de 14 ou 9 quilates, mesmo quando as peças parecem visualmente idênticas a olho nu.

Para Daniel Mors, esse é o critério mais objetivo entre todos, já que pode ser verificado tecnicamente, independentemente de opinião ou gosto pessoal sobre o design da peça. Testes simples de densidade ou verificação da marcação gravada já oferecem uma primeira indicação confiável sobre essa característica.

Ainda assim, a marcação sozinha não é garantia definitiva, já que peças falsificadas podem ostentar numeração incorreta, o que reforça a importância de uma avaliação técnica completa, e não apenas a leitura do símbolo gravado na peça.

Como a pedra incorporada muda completamente o valor final?

Quando a joia inclui pedras preciosas, o valor passa a depender também da certificação técnica dessas gemas, seguindo critérios como os 4Cs no caso de diamantes: quilate, cor, pureza e lapidação. Uma pedra sem laudo técnico deixa a negociação sujeita apenas à palavra de quem vende, o que fragiliza qualquer avaliação de valor.

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É comum que o valor da pedra supere, e muito, o valor do próprio metal em peças de alto padrão, o que torna a certificação da gema tão importante quanto a pureza do ouro na composição final do preço da joia como um todo.

Daniel Mors observa que esse ponto costuma ser subestimado por quem avalia uma peça apenas pelo tamanho aparente da pedra, sem considerar que duas pedras de tamanho semelhante podem ter valores completamente diferentes, dependendo da qualidade técnica de cada uma delas.

Por que o design e a execução também entram nessa conta?

Uma joia de design exclusivo, bem executada tecnicamente, agrega valor que vai além da soma do metal com a pedra. Esse valor adicional reflete o trabalho criativo e a mão de obra especializada empregada na confecção da peça, elemento que nem sempre aparece de forma explícita no preço, mas que impacta diretamente sua avaliação.

Esse componente de design costuma ser o mais difícil de mensurar objetivamente, já que depende da reputação de quem assina o projeto e da qualidade da execução, elementos que só se sustentam com documentação adequada de autoria e confecção da peça.

Daniel Mors pontua ainda que uma execução malfeita pode comprometer até o design mais elaborado, reduzindo o resultado final a algo bem aquém do potencial original do projeto, o que reforça que design e execução técnica precisam ser avaliados em conjunto, não separadamente.

Por que a documentação sustenta todos os outros critérios?

Nenhum dos três fatores anteriores, metal, pedra e design, mantém seu valor de forma confiável sem documentação que os comprove. Um comprador futuro não tem como verificar pureza, certificação ou autoria apenas observando a peça a olho nu, por mais experiente que seja.

Daniel Mors reforça que é justamente essa documentação, muitas vezes negligenciada no momento da compra, que determina se o valor de uma joia se sustenta ao longo dos anos ou se depende inteiramente da confiança em quem a vendeu originalmente, sem nenhum registro formal para embasar essa confiança no futuro.

Como equilibrar esses quatro critérios na hora de avaliar uma peça?

O valor real de uma joia nasce da combinação entre pureza do metal, qualidade certificada da pedra, design bem executado e documentação que comprove cada um desses elementos. Nenhum desses fatores, isoladamente, conta a história completa sobre o que uma peça realmente vale no mercado.

No fim, segundo Daniel Mors, quem avalia uma joia considerando apenas um desses critérios, seja o brilho da pedra, seja o peso do metal, corre o risco de pagar mais ou menos do que a peça efetivamente vale, já que é a combinação completa entre esses quatro fatores, e não um deles isoladamente, que sustenta o preço justo de qualquer joia no mercado atual.

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