Segundo Tiago Oliva Schietti, atuar no setor funerário exige um perfil profissional singular, que combina competências técnicas específicas com habilidades emocionais profundamente humanas. Trata-se de uma área em que o conhecimento prático é indispensável, mas nunca suficiente por si só. O profissional lida diariamente com situações delicadas, em que respeito, empatia e postura ética fazem toda a diferença.
Com a crescente profissionalização do setor, as exigências também se tornaram mais claras. Empresas e instituições buscam pessoas preparadas não apenas para executar procedimentos, mas para representar a organização com sensibilidade e responsabilidade. Entender esse equilíbrio entre técnica e emoção é fundamental para quem deseja construir uma carreira sólida e respeitada nessa área.
A importância das habilidades técnicas na atuação profissional
De acordo com Tiago Oliva Schietti, as habilidades técnicas formam a base da atuação no setor funerário e garantem que os processos sejam conduzidos de maneira segura, organizada e dentro das normas legais. Conhecimentos relacionados à preparação, conservação, logística, documentação e gestão são essenciais para o bom funcionamento dos serviços prestados.
Além disso, a correta aplicação dessas técnicas transmite confiança às famílias atendidas. Um profissional tecnicamente preparado reduz riscos, evita falhas e assegura que cada etapa seja conduzida com dignidade e profissionalismo. Esse domínio técnico também contribui para a padronização dos serviços e para a reputação da empresa no mercado.
Com o avanço tecnológico e regulatório, o aprendizado técnico precisa ser contínuo. Atualizações frequentes, treinamentos e capacitações são diferenciais importantes para quem busca crescimento e reconhecimento dentro do setor.
Quais habilidades emocionais fazem diferença no setor funerário?
O contato direto com o luto exige do profissional um alto nível de inteligência emocional, conforme explica Tiago Oliva Schietti. Saber ouvir, respeitar o silêncio e compreender a dor do outro sem julgamentos é uma habilidade que não se aprende apenas em cursos, mas que pode e deve ser desenvolvida ao longo do tempo.
A empatia, nesse contexto, não significa absorver o sofrimento alheio, mas saber acolher com equilíbrio. Profissionais que conseguem manter a calma, transmitir segurança e agir com delicadeza contribuem para um atendimento mais humano e respeitoso, mesmo em momentos de extrema fragilidade emocional.

Outro ponto essencial é o autocontrole. Lidar diariamente com perdas pode ser emocionalmente desafiador, e desenvolver mecanismos saudáveis para preservar o bem-estar psicológico é parte fundamental da atuação profissional no setor funerário.
Competências técnicas e emocionais mais valorizadas
Como avalia Tiago Oliva Schietti, o mercado funerário valoriza um conjunto de competências que refletem tanto preparo profissional quanto maturidade emocional. Essas habilidades costumam ser observadas desde o primeiro contato com o profissional e influenciam diretamente sua trajetória na área.
Entre as principais competências exigidas, destacam-se:
- Conhecimento técnico em procedimentos funerários e normas legais
- Organização e atenção aos detalhes em todas as etapas do serviço
- Comunicação clara, respeitosa e empática
- Equilíbrio emocional diante de situações sensíveis
- Ética, discrição e postura profissional constante
Essas competências não atuam de forma isolada. Pelo contrário, elas se complementam e constroem um perfil profissional completo, capaz de atender às demandas do setor com excelência e humanidade.
O desenvolvimento contínuo dessas habilidades fortalece a confiança do profissional, melhora a qualidade do atendimento e amplia as oportunidades de crescimento dentro do setor.
Construindo um perfil profissional sólido e respeitado
Por fim, formar um perfil adequado para o setor funerário é um processo gradual, que envolve aprendizado técnico, vivência prática e autoconhecimento, assim como ressalta Tiago Oliva Schietti. Cada experiência contribui para amadurecer a postura profissional e reforçar valores como respeito, responsabilidade e compromisso social.
Profissionais que investem em qualificação, cuidam da saúde emocional e entendem a importância do seu papel na sociedade tendem a se destacar. Mais do que executar um trabalho, eles oferecem suporte, dignidade e acolhimento em um dos momentos mais delicados da vida humana.
Nesse sentido, o setor funerário não exige apenas profissionais preparados, mas pessoas conscientes do impacto que seu trabalho tem na vida do outro.
Autor: Maxim Fedorov

